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![]() Empunhar aquele ódio
fotografado no fundo da pupila Suar feito suíno ou como animal encurralado Enjaulado. Pobre fera sem espaço. Com o pulmão apertado no peito. O peito em afar condenado à asfixia, à servidão. E, sem oxigênio. Suas fantasias pareciam mais coloridas E a tontura e o abismo se avizinham, se irmanam e nos empurrar para infinito. Reticente e misterioso. Morrer é infinitivo. Morrer é definitivo Ainda ontem morreu um sentimento em mim E sua cruz é a cicatriz do gemido tardio, sob o cheiro de jasmim, do ganir em silêncio, em purgar a lepra e a hemoptise. Sangram minhas narinas. Sangram os pés. Sangram as mágoas esquecidas e arquivadas na memória requentada do cair da tarde. Sangram as paredes testemunhas oculares de tragédis intersticias. Cúmplices documentam em suas manchas o retrato do cotidiano. Morremos todos os dias. Com menos sol. Com menos alegria. Com as parcas certezas e muitas agonias. Nos apegamos a muita coisa simples e que escorrem feito arreia fina. Como tempo na ampuleta que jaz sobre a mesa da sala. Jaz em contundências. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 25/10/2019
Alterado em 25/10/2019 Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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