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![]() Um dia
todas as armas matarão tanto indiscriminadamente Um dia todas as armadilhas farão sangrar tantas presas. Que as florestas serão desertos. e os oceanos serão vermelhos. Um dia todas as artimanhas, todas as aranhas, todas as esquinas tramarão e apanham os incautos, os distraídos. Que só restarão os esquizofrênicos, os que ficam o tempo todo preocupados e atentos e se sentem perseguidos E despistam E enganam até a si mesmos Na tentativa vã de escapar do inexorável. Somos todos mortais. A morte é nossa única certeza. A poesia é nossa única saída. Entre uma rima, uma nuvem ou até um afeto Há um infinito aberto repleto de reticências de esperanças vãs de filosofias pessimistas de tropeços, lágrimas e sangue. A tudo isso que chamamos vida ou apenas universo..... que cabe exatamente num verso fortuito e visceral. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 10/11/2019
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