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![]() Quero a palavra perfeita.
Quero a lápide lisa. Quero as datas esquecidas no horizonte. Quero a narrativa sedutora. Quero a delicadeza da imperfeição. A ranhura exata da existência. E, o escapar da essência etérea e etílica. Um gole de conhaque. Um gole de vinho. Um gole de água. E uma sede imensa. De palavras. De sonhos. De lápides insinceras. De narrativas envolventes. Uma sede imensa de essências ensaboadas que escapam pela vida a fora e, se esvaem. E, como um vento bom, surge tudo novamente De forma cíclica e factual. Quem não tem uma raiz de saudade fincada no peito? Saudade de minha mãe. Saudade de minha meninice. Saudade das excentricidades marcantes de um tempo que não volta mais. Saudade da curva do o dos olhares oblíqos de cigana machadiana Ou da traição sub-reptícia. Mas, continuo a procurar a palavra perfeita. Para as imperfeições humanas. No mosaico complicado que é viver. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 10/05/2020
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