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![]() Entrei na arena.
Havia inimigo invisível. Havia inimigo óbvio e visível Ventos uivavam preconizando a tragédia. Minha coragem vinha do desapego. Pois, perdera o medo de morrer. As veias gélidas percorriam calmamente o átrio. Minha mente calculava o golpe Certeiro. Reto e indeclinável. Espreitava o flanco mais frágil. Caminhei diretamente ao adversário Olhei-o bem nos olhos. Seu medo estampado era cômico. Estranhamento e respeito. Mas, eu não ri. Lutamos. O adversário caiu. E, enfim,desferi o golpe fatal. Um adversário a menos. Não sentia galhardia. Nem orgulho. Até vencer a luta na arena perdera seu brilho e importância. Por vezes, ser apenas mais um sobrevivente. É insuficiente. Na arena, a ovação da plateia. Revelava o quão podemos ser apenas mais um animal. Entre tantos animais. Que, por vezes, escolhe suas armas. Mas, por vezes, apenas declina da consciência. Nosso pior adversário somos nós mesmos. Premidos numa existência humana. Comprimidos entre o corpo e a alma. A procura de alguma dignidade. Que nos salve ou apenas nos revele. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 24/08/2020
Alterado em 24/08/2020 Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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