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![]() Almas divorciadas
Umbrais profundos a devassar Enredos paralelos que se encontram no infinitos Afetos improváveis em corações solertes Indecências públicas de amar impunemente Sem medo de não ser correspondido Almas divorciadas Imortais e provisórias E o corpo das vestes carrega a semântica necessária. Seus olhos sob a minha luz. Minha luz sob seus olhos Submissão não há. Não há grilhões Nem serventia Não há servos, nem vassalos. No feudo contemporâneo a liberdade e a responsabilidade são gêmeas univitelinas. Inseparáveis. Almas apartadas pelo tempo, pelo silêncio indecifrável. Pela dinâmica do redemoinho. A triturar tudo até chegar ao pó. Olhares metafísicos Gestos cênicos Paladar anestesiado A despedida é agora. Há um adeus permanente do dia que findou, do entardecer que trouxe a noite, da noite que pariu a manhã, da separação que pôs fim a união, a almágama que os sentimentos forjaram apesar do severo inverno. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 10/09/2020
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