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![]() As rosas em orvalho
Choram copiosamente por uma primavera quente de calor insuportável. As flores murcham E são chicoteadas pela aridez. As rosas na manhã de pouco azul saltam por serem alvas Tão alvas Que dissipam as nuvens Que carregam chuvas imaginárias. As rosas lá fora ao vento deixam as pétalas caídas despirem sua altivez A rosa nua. Crua em essência de flor com pudor impune da natureza. Morre silenciosamente poucos dias depois de florescer Outras rosas em botão Abrirão murcharão e morrerão Mas deixaram a lição de beleza efêmera ou de infinita essência. E de verdades cíclicas. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 05/10/2020
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