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![]() Vou invadir sua aura Tomar-lhe a cor e oxigênio. Sua semântica ínsita dos olhos escorrerá pelas lágrimas Vou sequestrar seu afeto Mantê-lo em cárcere privado dentro de meu coração que é roto e esfarrapado. Vou persegui-lo com calma E ouvir seu silêncio eloquente E ler sua caligrafia poente E,entender sua dor latente E, escrever-lhe versos que dementes tentam ser anestésicos Vou tirar-lhe do redemoinho E numa dinâmica diferente Apresentar o carrossel onde giram as fantasias e brincam as alegrias. Quando você perceber... já é outro dia, tudo passou, as cicatrizes ficaram, as fisgadas passaram, e,a lembrança da dor é histórica. Vou estalar os dedos e mágica se fará sem varinha de condão, sem fadas, sem espíritos benevolentes, apenas com resistência... apenas com insistência... apenas com a eloquência típica dos sobreviventes. O resto é promessa e retórica. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 26/10/2020
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