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![]() A palavra dita pelo silêncio.
O silêncio silabado do vento. Tudo tem expressão e movimento. A flor lá fora baila. As copas das árvores farfalham... E um trinado matreiro ecoa de um pássaro desconhecido. A palavra dita pelo silêncio. O sentimento encharcado de razão. Os vetores e as metomínias colidem dentro da inércia. Não pude falar. Não pude olhar. Mas minha consciência lateja como se extirpada fosse... Lateja minha têmpora cansada Do arrependimento, da angústia. E, desse silêncio sorvido feito xarope para uma hemoptise que não cessa. Depois de tanto ouvir as palavras ditas pelo vento. Depois de tanto colher a razão arremessada pela tempestade. Depois, somente depois... Partirei, sem despedida. Sem pieguice romântica. Sem bilhetes, nem a náusea entretida com nostalgia. Tempo passou. O medo cessou E, as semânticas contundentes criou hematomas na alma do combatente. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 08/04/2021
Alterado em 08/04/2021 Copyright © 2021. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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