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![]() No avesso das palavras dormem os sentidos. Vetores intensos repletos de sentimentos e contradições.
No avesso das palavras há fonemas fugidios, há suspiros nas pausas, há a insanidade da vírgula.
Dentro do texto, na construção lógica e convincente Há retórica. Há dialética dolente a pedir compreensão e adesão.
Muita dialética, por vezes, violenta. Estupra a lógica. Espanta o ouvinte. E atordoa a quem dormia em alienação profunda. E, na realidade doente.
No profundo miolo do texto, onde os brados retumbam em parágrafos densos. Nossos medos ecoam. Porque podemos não ser ouvidos. Porque podemos ser ignorados. Porque podemos, sinceramente, ser traídos. Trair, sem o perceber...
E, na solidão do abandono. Entender tudo conjuntamente. Apreender toda a realidade, reciclar e levantar a voz, como se fosse o último grito da humanidade.
Um gemido. Uma criança. Uma alma. E, uma mera lembrança. Fomos irmãos, companheiros, fomos humanos e, agora, somos, todos nós apenas vítimas. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 28/02/2022
Alterado em 31/03/2022 Copyright © 2022. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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