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![]() O Cavalo de Calígula É verdade que a passagem do Imperador Calígula tem particular marca em Roma Antiga, tendo sido figura controversa e por adotar decisões tiranicas além de publicamente participar de orgias e esbórnias. O período de regência de Calígua é estimado entre os anos de 37 a 41 d.C. e, há raros relatos factuais com base em informações documentadas de tal época. Mesmos algumas de suas ilustrações antigas e modernas atiçam a imaginação de muitos estudiosos e historiadores. Partiu de Suetônio que houve suposta medida política de Calígula com o cavalo e, afirmaram que ele planejava tornar o dito cavalo um cônsul, apontou o escritor latino. No entanto, a tese mais aceita por historiadores é que o Imperador pode ter apenas brincado publicamente de modo a ironizar o fato de que um cavalo seria mais hábil e melhor ocupante do cargo de que certas pessoas que o rodeavam. Além disso, afirmou-se também que Calígula nomeou outro equino como sacerdote e, designou uma guarda pretoriana para tomar conta de seu sono. De fato, Incitatus tinha um luxuoso estábulo dentro do palácio imperial e, os senadores despachavam próximo ao colega equino. Dando-Collins amparado em minuciosa pesquisa veio a redimir Calígula de famosas acusações. Uma delas é o fato que teria nomeado o cavalo como cônsul, o caso não passou de uma tirada irônica apenas para irritar o Senado romano. Outro mito foi do de promover orgias e ter relações incestuosas com as suas três irmãs e, que teria matado uma delas, Drusila, a sangue-frio e, arrancou-lhe um bebê de seu ventre. Drusilla (a irmã amada, ponto central da peça Calígula, de Albert Camus), foi endeusada depois de morta. Todas essas ações eram inéditas para a época. Mas nada disso significa que havia uma orgia em família. "O incesto foi uma criação posterior da historiogrfia, afirmou Fábio Faversaani, historiador da Universidade Federal de Outo Preto. Depois da morte de Calígula, sua irmã mais velha, Agripina voltou do exílio e casou-se com Cláudio, seu tio e doravante o novo imperador de Roma. Mais tarde, o império foi dado ao seu primogênito, Nero, e para tanto Agripina matara um enteado. Júlia Drusila foi a única filha do Imperador Calígula e de sua quarta e última esposa Milônia Cesônia. No dia 24 de janeiro de 41 d.C. Calígula foi assassinado pela Guarda Pretoriana, após uma conjuração. Cesônia e Drusila sobreviveram somente mais alguns minutos após a sua morte. Foram mortas pela guarda romana dirigida por Cássio Quereia. No caso particular de Calígula, foram os seus inimigos que perpetuaram as fofocas e elevaram a crítica sobre suas ações. O que veio a piorar a reputação dele para conquistar seu sucessor. E, tais mentiras influenciaram escritores que nasceriam após de sua morte, como Suetônio e Cassius Dio. Já no lado oposto, está o historiador Tácito que notou as incongruências nos relatos, apresentando não apenas novas versões, como um entendimento mais refinado sobre o Imperador Calígula. Lembremos que o Imperador era filho de um respeitado general Germânico e viu sua família ser dizimada numa plano negasto iniciado por Sejano, então o braço direito do então imperaddor Tibério e, finalizado pelo enciumado soberano, que temia muito um golpe. Seu pai fora envenenado, os irmãos assassinado e, sua mãe presa e abanonada para morrer de fome em uma ilha distante. Calígula foi o único homem de sua linhagem a sobreviver, tendo sido adotado como filho por seu algoz, Tibério. Entre os eventos históricos que ocorreram durante o governo do Imperador Tibério, um dos mais importantes foi a crucificação de Jesus Cristo na província da Palestina. O obelisco erigido na Praça do Vaticano foi levado a Roma pelo Imperador Calígula e, provavelmente, originário do reinado do faraó Amenemés II e fora transportado para Roma para se tornar a espinha do circo de Calígula, localizado a poucos metros ao sul da Velha Basílica de São Pedro. Apenas em 1586, o Papa Sixto V removeu o obelisco para o centro da Praça de São Pedro. Em sua política exterior, Calígula aumentou o número de reinos vassalos no Oriente e reduziu a autonomia dos territórios ocidentais. Para tanto, foi submisso enquanto Tibério governava. E, relatos afirmam que Calígula fora sexualmente abusado por ele por anos a fio. Especialistas sugerem que provavelmente Calígula sofria de transtorno bipolar o que provocava paranoia, alteração de humor e até mesmo delírios. E, sua falta de tato com a elite, acarretou seu assassinato. O reinado trágico e insano de Calígula normalmente acabava em sangue. E, para alguns historiadores a política de Enfim, a história de Calígula foi uma comprovação da famosa frase de Montesquieu. Séculos depois desse jurista e cientista político iria dizer que o homem sempre iria abusar do poder político, caso o poder não conhecesse mecanismos para frear esse mesmo poder, surgindo daí a sua famosa teoria da separação dos poderes, sendo separados, porém interdependentes. Calígula acreditava piamente no terror como arma de poder tanto que afirmava: Oderint dum metuant (que odeiem enquanto tremem de medo), referindo-se ao povo.
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GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 18/07/2023
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