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Depois de uma noite longa. Uma madrugada cheia de mistérios. É como cair de uma onda em desintérios.
Acordo de manhã, cambaleante. Procuro os óculos…. Confesso que já dormi com eles…. São amantes secretos E fiéis…. E enxergar é viciante….
Não encontro os óculos. Só enxergo borrões desfocados. Vou procurar os óculos de reserva
Pergunto-me: será que existe alma reserva? Esperança reserva?
Ao colocar os óculos os borrões desaparecem Saio da fase Monet e, entro o no realismo cáustico. no estilo privê
Perdoem-me os puristas mas, de manhã as essências estão promiscuamente misturadas. Ainda procurando a identidade. Ou algum raio de sol a iluminar a consciência
E lá fora, há um orvalho cálido Dependurado numa rosa branca Sua beleza imponente. Seus espinhos atentos E, a primavera terminando esperando talvez outros ventos ou a revelação sincera de alguma fragrância.
Acordei. Respirei profundamente. E, segurei minha alma entre os dentes. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 19/06/2024
Alterado em 23/06/2024 Copyright © 2024. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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