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![]() PerdãoTua memória Uma remissão poética Engastando nos cantos, Nas gavetas Arquivadas na vida e em seus pesares. Tua memória onírica Repleta de angústia De lágrima desidratada Da ansiedade correndo em veias hipertensas Nada resta Somos escravos Com grilhões invisíveis Fadados a seguir a sina Cega e estúpida E irremediável.
Nada resta A não ser o que escrevemos, Registramos a tinta, A fonemas de Bravata inflamadas. Interpretamos o vapor de água , O orvalho de manhã O silêncio dos olhos, A fala das estrelas O romance da lua Enquanto o tempo Apenas nos torna breves E ao fim do longo suplício Recebemos misericórdia e perdão.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 12/10/2024
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