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![]() Vocabulário do Julgamento Histórico
O recente julgamento do STF da Primeira turma não se limitou a expor acusações, defesas, provas mas, igualmente, expôs um vocabulário que se tornou um bom protagonista. Nesse conjunto podemos ouvir demover, dragado, medida de exceção e até toró de palpite. Enfim, tal vocabulário trouxe um pesado teor semântico ao julgamento. Durante a defesa de seu cliente, vociferou o causídico: - “Tentou demover Bolsonaro de tomar qualquer medida de exceção”. Demover significa dissuadir... O ex-presidente foi dragado para estes fatos. Coitado desse réu, enfim, foi usado em sentido metafórico. Agora, a parte mais nutritiva. Jabuticaba... a fruta fora reverenciada para se referir a situações ímpares que só existe em terras brasilis. A frase na íntegra fora: “Não é uma jabuticaba. É algo que não existe aqui, nem em nenhum lugar do mundo”. A evocação da fruta que é tipicamente brasileira, virou sinônimo de tudo aquilo que só acontece por aqui. E, no meio político significa práticas consideradas em paralelo com outros sistemas do mundo. A posição da PGR ora classificada como uma jabuticaba. E, foi retrucada, pois, de fato, a jabuticaba existe aqui, mas a delação conforme exposta nas alegações finais do MP não é nem um jabuticaba pois não existe mesmo... O toró de palpite... com tom de R no lugar do L é expressão regional... toró significa chuva intensa ou tempestade, e palpite é a variante coloquial para palpite ou opinião. O toró de palpite se referia a uma reunião ministerial citada pela PGR vista como sendo articulação golpista... eis que assim reduziu-se sua importância. Dessa reunião não resultou em qualquer decisão prática. Enfim, o vocabulário que fugiu ao juridiquês pode ser compreendido por todos, e pasmem, até mesmo pelos réus que mormente são todos uns coitados, açoitados pelo farto material probatória além da colaboração premiada de Mauro Cid. Mas, cuidado para não engasgar com a jabuticaba... Julgamento do chamado "núcleo crucial" da referida organização criminosa, segundo a acusação, teria tentado subverter o resultado das eleições de 2022. Enfim, todos negam as acusações. Uma frase impactante foi dita pelo Ministro Relator do STF: Impunidade não é opção para pacificação. A PGR ressaltou que o Golpe tentado apenas não se consumou pela fidelidade do Exército, que o fez ganhar a alcunha de "militar melancia"... Verde por fora e vermelho por dentro. Nesse episódio, descobriu-se que Ramagem era compilador contumaz dos pensamentos de Bolsonaro...que coisa estranha... Importante foi a declaração da Ministra Cármen Lúcia que afirmou categoricamente que o Processo eleitoral brasileiro é amplamente auditável, íntegro e perfeitamente seguro. A referida Ministra atualmente também preside o Tribunal Superior Eleitoral. Demóstenes Torres, defensor de Almir Garnier, afirmou: - Se Bolsonaro precisar de cigarro, conte comigo. Ainda afirmou que gosta tanto do ex-presidente como do ministro Alexandre de Moraes. Um paradoxo sentimental, provavelmente. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 05/09/2025
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