"O conhecimento é o mais potente dos afetos: somente ele é capaz de induzir o ser humano a modificar sua realidade." Friedrich Nietzsche (1844?1900).
 

Professora Gisele Leite

Diálogos jurídicos & poéticos

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Dia Nacional da Poesia

Dia Nacional da Poesia

 

 

A data é 31 de outubro que foi oficializada pela Presidente Dilma Rousseff, a Lei 13.131/2015 que determinou que o dia de nascimento de Carlos Drummond de Andrade como sendo o Dia Nacional da Poesia.

A poesia brasileira representa um dos mais importantes patrimônio cultural. Há poetas reconhecidos e premiados internacionalmente, merecem destaque como Castro Alves, Cecília Meireles e Carlos Drummond de Andrade.

Antônio Frederico de Castro Alves, notável baiano que defendeu nobres causas como a abolição da escravatura e a República, ficou conhecido como o poeta dos escravos.

 

In litteris:

Trecho do poema “O Navio Negreiro (Tragédia no Mar)”

 

“‘Stamos em pleno mar… Doudo no espaço

Brinca o luar — dourada borboleta;

E as vagas após ele correm… cansam

Como turba de infantes inquieta.

‘Stamos em pleno mar… Do firmamento

Os astros saltam como espumas de ouro…

O mar em troca acende as ardentias,

— Constelações do líquido tesouro ...

 

Carlos Drummond de Andrade, mineiro, nascido em Itabira e se destacou por sua escrita cheia de ironia, sarcasmo e humor. É um dos ícones do movimento modernista brasileiro, e juntamente com outros escritos, em 1925, fundou um dos mais importantes veículos de informação "A Revista". Em 1930 publicou seu primeiro livro, intitulado "Alguma Poesia".

Recebeu diversos prêmios, como:

Prêmio Jabuti em 1968;

Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte em 1973;

Prêmio Morgado de Mateus em 1980;

Prêmio Juca Pato em 1982.

 

In litteris:

No meio do caminho

 

No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra. (...)

 

Cecília Meireles (1901-1964) foi uma renomada poeta, professora, jornalista e pintora brasileira, considerada uma das maiores vozes do modernismo brasileiro.

Órfã de pais, foi criada pela avó e, desde cedo, demonstrou talento para a literatura. Fundou a primeira biblioteca infantil do Brasil, lecionou em diversas instituições e foi autora de mais de 50 obras, incluindo o premiado Romanceiro da Inconfidência.

Estreia literária: Publicou sua primeira obra, Espectros, aos 18 anos.

Jornalismo: Trabalhou como jornalista, escrevendo sobre folclore e educação, especialmente para o Diário de Notícias a partir de 1930.

Educação: Dedicou-se à educação, atuando como professora e defendendo ideias progressistas para o ensino. Em 1934, fundou a primeira biblioteca infantil do Brasil. De 1936 a 1938, foi professora na Universidade do Distrito Federal.

Viagens: Viajou pelo mundo para dar palestras e conferências sobre educação e literatura, incluindo os Estados Unidos, onde lecionou na Universidade do Texas em 1940, e a Índia, onde recebeu um doutorado honoris causa.

Outras áreas: Foi também ensaísta, pintora e tradutor

Pelo trabalho realizado na literatura ela recebeu diversos prêmios, dos quais se destacam:

Prêmio de Poesia Olavo Bilac;

Prêmio Jabuti;

Prêmio Machado de Assis;

 

In litteris:

Retrato

 

Eu não tinha este rosto de hoje,

Assim calmo, assim triste, assim magro,

Nem estes olhos tão vazios,

Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,

Tão paradas e frias e mortas;

Eu não tinha este coração

Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,

Tão simples, tão certa, tão fácil:

— Em que espelho ficou perdida

a minha face?

A poesia é essencial para a sobrevivência e a identificação humana para conquista de reflexão e felicidade.

 

GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 31/10/2025
Alterado em 31/10/2025
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