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![]() Prostituta
Pros-ti-tu-ta. A palavra "prostituta" vem do latim prostituta, que é o particípio passado feminino de prostituere, significando "expor publicamente" ou "colocar à frente". A etimologia é formada pelo prefixo pro- ("adiante", "em frente") e statuere ("colocar", "estabelecer"). Com o tempo, o termo passou a designar a troca de serviços sexuais por dinheiro, associada à ideia de "expor" o próprio corpo publicamente. Assim era Maria Angélica. Uma prostituta na grande cidade. Saíra ainda menina do interior, onde não há nada. E, viera tentar a vida em Sampa. Aí, se deparou com mundo que não conhecia. A prostituição é prática de origem milenar e remonta aos rituais religiosas na Suméria, por volta de 4500 anos atrás, onde o sexo integrava as práticas de adoração a deusas como Ishtar. Com o tempo, a prática evoluiu e se manifestou de diversas formas ao longo da história, como a prostituição sagrada em outras culturas antigas, a regulamentação estatal na Grécia e Roma, a existência é considerada um mal necessário na Idade Média e a segregação social urbana na era moderna. No Brasil, a prostituição era real e concreta ainda no Brasil colonial e, relacionada muitas vezes às mulheres escravizadas. Ganhou maior visibilidade nas grandes cidades no século XIX e XX e ganhou características peculiares com a urbanização e a influência de concepções higienistas. Maria Angélica através da prostituição conseguiu estudar e até cursar uma faculdade. Fez enfermagem e, assim, que se formou saiu da "difícil vida fácil". Era uma profissional eficiente, dedicada e sobretudo humana... Percebia o que os doentes precisavam e, por vezes, era só um pouco mais de atenção e cuidado...e, nem sempre os remédios de praxe. Nunca se casou. Não se achava apta a tanto. Ademais, acostumou-se a ser independente... E, um arranjo conjugal sempre implicava numa submissão... afinal a sociedade é patriarcal e machista. Os homens tudo podem, enquanto as mulheres têm que ser santas... Maria Angélica, um dia, saindo de madrugada de um plantão no hospital, foi assaltada, e, o ladrão nervoso e trêmulo, disparou cinco vezes em seu tórax, arrancando-lhe a vida. As pessoas do hospital a homenagearam. Alguns cogitaram se ela havia reagido ao assalto. O que não era verdade. Nunca pegaram o ladrão assassino... Um crime impune. Mais um entre tantos... GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 28/11/2025
Alterado em 02/12/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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