![]() |
|
![]() Quatrocentos e sessenta e um anos da cidade do Rio de Janeiro
O aniversário da cidade do Rio de Janeiro é comemorado em 1º de março, marcando sua fundação em 1565 por Estácio de Sá, para expulsar franceses. Com 461 anos em 2026, a Cidade Maravilhosa foi capital do Brasil (1763-1960), palco da corte portuguesa (1808), da Independência (1822) e é um hub cultural e turístico global. Enumera-se pelos fatos importantes da História do Rio de Janeiro: Fundação (1565): Estácio de Sá funda São Sebastião do Rio de Janeiro, próximo ao Morro do Castelo, para consolidar o domínio português contra a França Antártica. Capital da Colônia (1763): A sede do governo foi transferida de Salvador para o Rio devido à mineração em Minas Gerais, tornando-o porto central. Em 31 de agosto de 1763, a cidade do Rio de Janeiro tornou-se a capital do vice-reino do Brasil, tirando o posto que, desde 1549, pertencia a Salvador (até então, capital do governo-geral). A iniciativa do ministro português Marquês de Pombal explica-se pela importância econômica e estratégica da cidade. Desde o início daquele século, com a exploração do ouro e a proximidade do Rio de Janeiro das jazidas em Minas Gerais, a cidade foi ganhando destaque tornando-se proeminente centro portuário e econômico. Além de porta de acesso das Minas, o Rio de Janeiro era o porto das rotas do comércio de escravos, ao estuário do Rio da Prata e dos produtos orientais. O Rio de Janeiro foi a capital do Brasil por cento e noventa e sete anos, de 1763 a 1960. Transferida de Salvador para o Rio devido à exploração de ouro, a cidade sediou o vice-reino, o império e a república, até a inauguração de Brasília em 21 de abril de 1960. Vinda da Família Real (1808): A corte portuguesa, liderada por D. João VI, chega, transformando a cidade em capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Independência (1822): A Proclamação da Independência e a coroação de D. Pedro I ocorreram no Rio. Em 29 de março de 1882, ocorreu o primeiro voo de um balão dirigível no Rio de Janeiro, o “Le Victoria”, criado pelo paraense Júlio Cezar Ribeiro de Souza (1843-1887), inventor reconhecido como pioneiro no desenvolvimento da dirigibilidade aérea. Um ano antes, Ribeiro de Souza foi para Paris, subsidiado pelo governo do Pará, para construir o balão que ele batizou de “Le Victoria” em homenagem à sua mulher, Victoria Filomena do Vale. Patenteou a invenção em dez países. Capital Federal (1889-1960): Após a República, o Rio seguiu como capital até a inauguração de Brasília. Patrimônio da Humanidade (2012): A UNESCO reconheceu o Rio como Patrimônio Cultural da Humanidade por suas paisagens únicas entre montanhas e mar. Eventos Globais: Sede da Eco-92, Jogos Pan-Americanos (2007), Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016). Detalhe sobre a mudança de data pois, até a década de 1960, celebrava-se em 20 de janeiro (Dia de São Sebastião), mudando para 1º de março para focar na data de fundação. A expressão "Cidade Maravilhosa" para o Rio de Janeiro é creditada à poeta francesa Jane Catulle Mendès, que visitou a cidade em 1911 e publicou o livro "La Ville Merveilleuse" em 1913. O termo foi popularizado posteriormente pela famosa marcha de carnaval de 1934, composta por André Filho. Eis os detalhes principais: Registra-se a origem do apelido (1911-1913): Após ficar encantada com o Rio de Janeiro, a poeta francesa Jane Catulle Mendès descreveu a cidade como “La ville merveilleuse”. A Marchinha (1934): André Filho compôs e gravou a música que eternizou o apelido: "Cidade maravilhosa / Cheia de encantos mil...". O termo surgiu num período de modernização da capital federal (Rio), influenciado pelas reformas do prefeito Pereira Passos, que buscava transformar o local na "Paris dos trópicos". Embora a marcha de André Filho tenha dado popularidade nacional ao título, as pesquisas indicam que o epíteto já era utilizado antes, inclusive pela poeta francesa e em textos da época. Reprise-se seus momentos históricos e políticos mais relevantes: Fundação e Disputa (1565): Fundada para expulsar os franceses (França Antártica), a cidade foi estabelecida na base do Morro Cara de Cão e posteriormente transferida para o Morro do Castelo. Capital do Brasil Colônia (1763): A transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro ocorreu devido à importância econômica do porto no escoamento do ouro de Minas Gerais. Chegada da Família Real (1808): A vinda de D. João VI transformou a cidade, tornando-a a única capital europeia fora da Europa, gerando grandes mudanças urbanas e culturais. Proclamação da República (1889): Ocorreu na cidade, que se tornou a capital federal até 1960. Revolta da Vacina (1904) : Revolta popular contra a vacinação obrigatória e as reformas urbanas do prefeito Pereira Passos . Transferência da Capital (1960): A sede do governo federal foi mudada para Brasília, e o Rio tornou-se o estado da Guanabara, fundindo-se com o Estado do Rio de Janeiro em 1975. Guanabara foi um Estado brasileiro por quinze anos, de 1960 a 1975, criado com a mudança da capital do país para Brasília, em 1960. Seu primeiro governador eleito foi Carlos Lacerda, que exerceu o cargo por cinco anos. Lacerda realizou mudanças radicais na cidade-estado entre elas a remoção de favelas para outras regiões (Vila Kennedy, Cidade de Deus e Vila Aliança), a abertura do Túnel Rebouças e o alargamento da praia de Copacabana. Ocorreram duas campanhas pela desfusão e recriação do estado da Guanabara: “Autonomia Carioca”, em 2004 e “O Rio Decide”, em 2008. Resumo dos principais períodos: 1763–1808: Capital do Vice-Reino do Brasil (período colonial); 1808–1821: Sede do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (após a vinda da família real); 1822–1889: Capital do Império do Brasil; 1889–1960: Capital da República dos Estados Unidos do Brasil. Identifica-se que há a maior floresta urbana: A Floresta da Tijuca, criada a partir de reflorestamento no século XIX por ordem de D. Pedro II é uma das maiores florestas urbanas do mundo. Patrimônio Mundial (2012/2016): A UNESCO declarou as paisagens cariocas, incluindo o Pão de Açúcar, Corcovado e Jardim Botânico, como a primeira paisagem cultural urbana do mundo. Cristo Redentor (1931): Inaugurado no topo do Corcovado, tornou-se um símbolo mundial do Brasil e uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Porto do Valongo: Reconhecido como Patrimônio Mundial, foi o principal porto de entrada de africanos escravizados nas Américas. Uma curiosidade se refere ao nome pois, o Rio de Janeiro foi nomeado assim devido ao erro de navegadores portugueses, que acreditavam que a Baía de Guanabara era a foz de um grande rio. A "Cidade Maravilhosa": O apelido popularizou-se ao longo do século XX, consolidando sua imagem turística e cultural. Em 12 de outubro de 1931, foi inaugurada a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. A obra tem 30 (trinta) metros de altura (sem contar os 8 (oito) metros do pedestal) e seus braços esticados tem 28 (vinte e oito) metros de largura. Foi fixada a 710 (setecentos e dez) metros de altura, no alto do morro do Corcovado, no Parque Nacional da Tijuca. Feita de concreto armado revestido com pedra-sabão de Minas Gerais, pesa 1145 (mil, cento e quarenta e cinco) toneladas. É a terceira maior escultura de Cristo no mundo, menor apenas que a estátua de Cristo da Polônia e da Bolívia. O Cristo Redentor é considerado um dos desafios da engenharia civil brasileira. O monumento foi concebido pelo engenheiro brasileiro Heitor da Silva Costa, pelo artista plástico Carlos Oswald, e pelo escultor franco-polonês Paul Landowski. Em 2007, foi eleito informalmente uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Em 2007, foi eleito informalmente uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno . Em 2009, o Cristo Redentor foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em 2012, a UNESCO considerou o Cristo Redentor como parte da paisagem do Rio de Janeiro incluída na lista de Patrimônios da Humanidade. Durante quase dois séculos, o Rio de Janeiro concentrou o centro político, cultural e econômico do país, consolidando-se como a principal cidade brasileira até a mudança da capital para o interior. Referências CARVALHO, Delgado. História da cidade do Rio de Janeiro (1926). Rio de Janeiro: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, 1990 COARACY, Vivaldo. Memória da cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1955. SILVA, Rafael Freitas. O Rio antes do Rio. Rio de Janeiro: Babilônia, 2017. .
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 01/03/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


