"O conhecimento é o mais potente dos afetos: somente ele é capaz de induzir o ser humano a modificar sua realidade." Friedrich Nietzsche (1844?1900).
 

Professora Gisele Leite

Diálogos jurídicos & poéticos

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Viva São Jorge!

 

 

São Jorge (c. 275–303 d.C.) foi um soldado romano da Capadócia, venerado como "santo guerreiro" e mártir cristão, celebrado em 23 de abril. Conhecido pela lenda de matar o dragão, Jorge foi decapitado após recusar-se a perseguir cristãos sob o imperador Diocleciano, tornando-se símbolo de fé, coragem e proteção.

Vida e Contexto Histórico Nasceu na Capadócia (atual Turquia) no século III, filho de pais cristãos.

Carreira Militar: Tornou-se capitão do exército romano e tribuno militar, residindo na corte de Nicomédia.

 

O Martírio: Em 303 d.C., o imperador Diocleciano ordenou a perseguição aos cristãos. Jorge declarou sua fé, renunciou ao cargo, distribuiu bens aos pobres e foi torturado, permanecendo firme até ser decapitado.

A Lenda de São Jorge e o Dragão

A narrativa popular, popularizada na Idade Média, conta que Jorge salvou uma princesa e uma cidade na Líbia ao matar um dragão que exigia sacrifícios humanos, usando uma lança. Simbolicamente, o dragão representa o mal e a idolatria, enquanto Jorge representa a vitória da fé.

 

Devoção e Sincretismo

Santo Padroeiro: É padroeiro de vários países (Inglaterra, Geórgia, Portugal) e cidades (Moscou, Beirute).

Brasil: Muito amado, especialmente no Rio de Janeiro (feriado em 23/04). É sincretizado no Candomblé e na Umbanda com o orixá Ogum (no RJ) e Oxóssi (na Bahia).

Iconografia: Representado montado em um cavalo branco, vestindo armadura e ferindo um dragão com uma lança.

 

Sua história é um modelo de resistência espiritual, comemorada por católicos, ortodoxos e anglicanos.

É um santo venerado pelas Igrejas: Católica, Ortodoxa, Anglicana e também pelos cultos afro-brasileiros. É o santo protetor dos oprimidos e das donzelas. Sua festa é celebrada no dia 23 de abril.

São Jorge nasceu na Capadócia, na área central da Anatólia, atualmente na Turquia, provavelmente no século III, no ano de 275 na época do imperador Diocleciano quando a região fazia parte do Império Romano.

 

Após a morte de seu pai, um militar que morreu em uma batalha, São Jorge mudou-se com a mãe para a Palestina, terra natal materna e foi criado na fé cristã.

Com grande habilidade em manejar as armas, Jorge tornou-se um capitão do exército romano. Posteriormente, recebeu do imperador o título nobre de Conde da Capadócia. Aos 23 anos passou a morar na corte imperial em Nicomédia (atual Iomide, na Turquia).

 

Por seu temperamento combativo, Jorge passou a exercer o cargo de Tribuno Militar, encarregado da guarda pessoal do imperador Diocleciano. Conta-se que quando sua mãe faleceu, ele recebeu uma vultosa herança, mas que doou tudo para os pobres, causando uma grande surpresa para a corte imperial que ainda não sabia de sua fé cristã.

Apesar de ter sido tolerante com os cristãos, o imperador Diocleciano decidiu eliminar o “perigoso cristianismo”, que acreditava ser a causa da ruína do Império Romano, e tornar obrigatório o culto a Júpiter.

 

Quando Jorge começou a ver as perseguições e as crueldades com que os cristãos estavam sendo tratados, resolveu se pronunciar dizendo que achava absurda aquela perseguição e que todos os romanos deveriam assumir o cristianismo em suas vidas.

 

Em 303, Diocleciano publicou um edito que mandava prender os soldados romanos cristãos e que todos os outros deveriam oferecer sacrifícios aos deuses romanos.

Não querendo perder um de seus melhores tribunos, o imperador tentou convencer Jorge a mudar de opinião, oferecendo-lhe dinheiro, terras e escravos, porém o tribuno manteve-se fiel ao cristianismo.

 

Jorge passou a ser martirizado e logo em seguida era levado diante do imperador, que lhe interrogava se ele renegaria a Jesus para adorar os deuses romanos, mas Jorge sempre confirmava sua fé em Jesus. Alguns historiadores dizem que Jorge foi torturado durante sete anos.

 

Sem conseguir seu intento, Diocleciano ordenou que Jorge fosse levado para a degola, desta forma, Jorge morreu em Nicomédia, no dia 23 de abril de 303. Mais tarde, seu corpo foi levado, por alguns cristãos, para Diospolis, (atual Lida, em Israel), onde foi sepultado.

Anos mais tarde após a morte de São Jorge, o primeiro imperador romano cristão, Constantino I, mandou construir no local de seu túmulo, uma igreja com um suntuoso oratório para a devoção de São Jorge. Sua fama de defensor dos cristãos aos poucos se espalhou por todo o Oriente.

 

Por volta do século V, em homenagem a São Jorge, cinco igrejas já haviam sido construídas em Constantinopla, que naquela época era a capital do Império romano no Oriente. Mais tarde, foram construídas igrejas no Egito, na Armênia e em Bizâncio. Em 494, São Jorge foi canonizado pelo papa Gelásio I.

São Jorge é adorado na “Igreja da Serpente”, onde existe um afresco dele abatendo o animal, localizada em uma das formações geológicas da Capadócia.

Com o passar dos anos, São Jorge foi escolhido para padroeiro e então é venerado em diversas partes do mundo, não só pela Igreja Católica, como também pela Anglicana e pela Igreja Ortodoxa.

 

Posteriormente, quando da reforma do calendário litúrgico realizada pelo Papa Paulo VI em 9 de maio de 1969, a observância do dia de São Jorge tornou-se facultativa, e não mais em caráter universal.

De fato, a reforma retirou do calendário os santos dos quais não havia documentação histórica, mas apenas relatos tradicionais, porém tal expurgo não atingiu o santo da Capadócia. Falava-se, naqueles tempos, em "cassação de santos". No entanto, o fato da festividade de São Jorge ter se tornado opcional não quer dizer que não seja reconhecido como santo.

Frise-se a reabilitação do santo como figura de primeira instância, assim como os arcanjos, lembrando a figura do próprio Jesus Cristo, pelo Papa João Paulo II em 2000, o que conferiu nova relevância a São Jorge.

Entre outras igrejas que veneram São Jorge destacam-se: a Catedral de São Jorge, em Istambul, a Capela de São Jorge em Atenas, a Igreja de São Jorge, em Moscou e a Capela de São Jorge na Inglaterra, o principal local de culto religioso do Castelo de Windsor.

 

A Igreja de São Jorge, em São Jorge, na Ilha da Madeira, em Portugal, possui relíquias do santo que foram recebidas pelo bispo do Funchal, D. Nuno Brás, por ocasião das comemorações dos 504 anos de sua fundação, em 2019.

Nos cultos afro-brasileiros, São Jorge é identificado ora como “Ogum” na Umbanda (no Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre), ora como “Oxóssi” e “Odé” (na Bahia).

 

Acredita-se que os Cruzados ingleses que ajudaram o Rei Dom Afonso Henriques a conquistar Lisboa, em 1147 terão sido os primeiros a trazer a devoção a São Jorge para Portugal. No entanto, só no reinado de D. Afonso IV que o uso de "São Jorge!" como grito de batalha se tornou regra, substituindo o anterior "Sant'Iago!".

 

O Santo Dom Nuno Álvares Pereira, Condestável do Reino, considerava São Jorge o responsável pela vitória portuguesa na batalha de Aljubarrota e aí está a Ermida de São Jorge a testemunhar esse facto. O Rei Dom João I de Portugal era também um devoto do Santo, e foi no seu reinado que São Jorge substituiu Santiago Maior como padroeiro de Portugal. Em 1387, ordenou que a sua imagem a cavalo fosse transportada na procissão do Corpus Christi.

 

Curiosidades sobre São Jorge

 

Padroeiro de muitos: É padroeiro da Inglaterra, Geórgia, Lituânia, Etiópia e de cidades como Londres, Moscou e Barcelona.

Bandeira da Inglaterra: A cruz vermelha sobre fundo branco da bandeira inglesa é conhecida como a "Cruz de São Jorge".

Sincretismo Religioso: No Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, é sincretizado com o Orixá Ogum, senhor do ferro e da guerra.

Santo Militar: É invocado como protetor de soldados, escoteiros, arqueiros e cavaleiros.

Conexão com a Lua: A sabedoria popular brasileira frequentemente associa as manchas na lua à figura de São Jorge guerreando.

Data de Festa: Seu dia é celebrado em 23 de abril, a data de sua morte.

A devoção a São Jorge se espalhou pelo mundo durante as Cruzadas e, até hoje, sua imagem de coragem e proteção é forte em diversas culturas.

 

Oração de São Jorge

 

“Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se quebrem sem ao meu corpo, amarrar.

São Jorge, cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor, abre os meus caminhos, ajuda-me a conseguir um bom emprego, fazei com que eu seja bem visto por todos: superiores, colegas e subordinados. Que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração, no meu lar e no meu serviço, vela por mim e pelos meus, protegendo-nos sempre, abrindo e iluminando os nossos caminhos, ajudando-nos também a transmitirmos paz, amor e harmonia a todos que nos cercam. Amém.”

 

Sou muito devota de São Jorge. Salve São Jorge!

GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 23/04/2026
Alterado em 23/04/2026
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