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![]() Por trás da política tarifáriaPor trás da política tarifária
Recentemente, o atual Presidente dos EUA em 10 de fevereiro do corrente ano impôs a taxação de vinte e cinco por cento sobre todas as importações de aço e alumínio no seu país. Num vendaval de muitas declarações contraditórias sobre a justificativa para tarifas, abalou a segurança de muitas empresas multinacionais americanas, atingindo também outros países que passaram ficar temerosos sobre como negociar. As tarifas chinesas generalizadas estão em vigor, mas uma isenção revogada sobre itens pequenos causou grande confusão no Serviço Postal dos EUA e foi temporariamente colocada de volta em vigor. Trump deu a entender que lançaria tarifas sobre a União Europeia e também prometeu uma tarifa mais ampla sobre cada item que entrasse nos Estados Unidos. Tarifas servem a um propósito importante na economia. Os Estados Unidos frequentemente usam tarifas para proteger sua indústria de manufatura, fazendeiros, tecnologia e interesses de segurança nacional. O primeiro mandato de Trump com tarifas pesadas — tendiam a usar um bisturi como sua ferramenta tarifária preferida, Trump em seu segundo mandato está ameaçando usar uma bola de demolição, dizendo que ele colocará tarifas em muitos bens que os Estados Unidos nem mesmo produzem. As empresas americanas, indignadas com as tarifas, fizeram lobby duro contra elas. Economistas tradicionais concordam amplamente que o plano tarifário de Trump reacenderá a inflação e desacelerará o crescimento econômico dos EUA. No mês passado, os editores do Wall Street Journal, que normalmente apoiam as políticas do presidente, chamaram o plano tarifário de Trump de “a guerra comercial mais idiota da história”. Trump usou e prometeu expandir tarifas para três propósitos principais: aumentar a receita, equilibrar o comércio e submeter países rivais. Essas são frequentemente justificativas conflitantes que podem dificultar as negociações e impossibilitar o planejamento de negócios. O EUA está com um déficit orçamentário enorme, e Trump disse que as tarifas compensarão a receita perdida. Trump critica rotineiramente a política comercial americana por “subsidiar” países estrangeiros, dizendo que os EUA estão “perdendo” centenas de bilhões de dólares para suas nações vizinhas. Alguns economistas alertam que a linguagem de Trump sobre a lacuna comercial da América apresenta uma representação injusta do que se tornou um mecanismo crucial para a economia dos EUA — sua capacidade de comprar serviços oferecidos por outros países, bem como coisas que não são muito feitas aqui, como café. Suas tarifas punitivas sobre a China e tarifas atrasadas sobre o Canadá e o México visam fazer com que os maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos reduzam a quantidade de imigrantes ilegais e fentanil que cruzam as fronteiras do país. Embora as tarifas sejam cobradas dos importadores, elas podem dissuadir os compradores de comprar produtos de países tarifados, prejudicando as economias dessas nações. O problema é que é difícil atingir todos os três simultaneamente. Se os países fizerem o que Trump quer para evitar tarifas, os Estados Unidos não podem levantar a receita de que precisam. Trump também suspendeu tarifas gerais de 25% sobre importações mexicanas e canadenses até pelo menos 1º de março. A China tem inundado o mercado global com aço barato, prejudicando a produção em todo o mundo — inclusive nos Estados Unidos, embora em grande parte indiretamente. As tarifas de aço no primeiro governo Trump impulsionaram a contratação e a produção domésticas — mas também os preços. No dia 17 de janeiro de 2025, Trump lançou sua própria criptomoeda, a meme coin batizada de $TRUMP, alguns dias antes de sua posse. A iniciativa foi coordenada pela CIC Digital LLC — afiliada da Trump Organization. A criptomoeda exibe a imagem do republicano. Um meme coin se refere às moedas digitais que tem origem em “memes” ou tendências na internet. Elas são usadas para ganhar popularidade, mas seus investimentos tendem a ser voláteis. Mudou o nome do Golfo do México para “Golfo da América”. Outro ponto de tensão foi em relação ao Canal de Panamá, pois o republicano demonstrou interesse em retomar seu controle, assim como o desejo de anexar a Groenlândia aos EUA. Na política de imigração, o novo governo descartou o CBP One (aplicativo usado por imigrantes para agendar pedido de asilo na fronteira), disse que vai declarar situação de emergência na fronteira com o México, acabará com entradas ilegais de imigrantes e começará a deportar aqueles que define como “indivíduos perigosos”. Outra medida que estaria com os dias contados é a política de diversidade, equidade e inclusão (DEI). O republicano também concedeu perdão aos condenados pelo ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, ato que buscava impedir a juramentação do então presidente eleito Joe Biden. Mas seus críticos receiam que Trump esteja causando danos irreparáveis ao país, ultrapassando seus poderes, inviabilizando funções governamentais importantes e, talvez, remodelando a presidência de forma permanente. O Federal Reserve (o banco central americano) e especialistas econômicos advertem que o plano de Trump irá reduzir o crescimento econômico e, possivelmente, gerar recessão. A aprovação do presidente pelo público em relação à sua gestão da economia desabou, mas muitos dos seus apoiadores seguem ao lado de Trump. E, nas antigas zonas industriais esvaziadas pela perda de empregos nas fábricas, existe a esperança de que as tarifas de importação possam nivelar o campo de jogo global. Após muitos fracassos de seus contundentes discursos e medidas econômicas, assistiremos a derrocada dos EUA e seu isolamento político e econômico.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 05/05/2026
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