"O conhecimento é o mais potente dos afetos: somente ele é capaz de induzir o ser humano a modificar sua realidade." Friedrich Nietzsche (1844?1900).
 

Professora Gisele Leite

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Filosofia Contemporânea em síntes

Filosofia Contemporânea em síntese.

 

Resumo: A filosofia contemporânea, que se inicia no século XIX e perdura até os dias atuais, é caracterizada pela diversidade de pensamento e pela crítica ao cientificismo e à razão moderna. Esta era filosófica é marcada por movimentos como a fenomenologia, a hermenêutica, o existencialismo, a teoria crítica, o pós-estruturalismo e a filosofia analítica, que buscam compreender a realidade e a experiência humana em diferentes perspectivas. Marcado pela diversidade de métodos e perspectivas, aborda questões centrais à experiência humana e à estrutura da sociedade. Entre as principais correntes estão o pragmatismo, fenomenologia, existencialismo, estruturalismo, pós-estruturalismo, filosofia analítica e hermenêutica, cada uma explorando diferentes dimensões do pensamento e da existência. A filosofia contemporânea foi influenciada por vários fatos históricos. O Renascimento, a Reforma Protestante, a Revolução Francesa e a Revolução Industrial Mundial são alguns dos principais.

Palavras-chave: História da Filosofia. Filosofia. Filosofia Contemporânea. Escola de Frankfurt.

 

 

A filosofia contemporânea é o período histórico dessa área do saber que contempla as reflexões dos intelectuais que pensam e investigam os principais problemas e questões da atualidade.

O ponto de início desse momento filosófico é a Revolução Francesa, entendida como um acontecimento histórico que transformou a realidade política e social internacional, dando fim ao absolutismo e inaugurando novas formas de organização econômica.

A filosofia contemporânea é um período histórico da filosofia marcado por teorias e reflexões sobre os problemas que estão presentes no mundo atual. Seus objetos de estudo são variados, tendo em vista que a sociedade contemporânea está imersa em uma diversidade de problemas.

Dessa forma, áreas como a ética, política e epistemologia se destacam em investigar os fenômenos que se apresentam em nossa civilização.

A filosofia contemporânea tem como algumas de suas principais características um estudo realista e fortemente direcionados ao fatos, uma proximidade com as descobertas e investigações científicas, preocupação com as questões ambientais, a investigação dos fatores psicológicos que envolvem o agir do indivíduos e a existência de algumas teorias filosóficas que encaram a vida de forma pessimista e pouco esperançosa.

Todo esse panorama intelectual começou a se formar dentro da filosofia a partir da Revolução Francesa ocorrida em 1789, pois a queda da monarquia e o estabelecimento de novas formas de organização socioeconômicas suscitaram novas perguntas que necessitavam de respostas.

É preciso levar em consideração um fenômeno nomeado por alguns intelectuais como “crise da razão”. No século XVIII, o Iluminismo defendia a ideia de que a razão deveria ser valorizada e compreendida como nossa principal aliada na construção de um mundo melhor e mais justo.

Os intelectuais desse movimento acreditavam que o uso da racionalidade seria capaz de trazer melhores condições de existência para todos. No entanto, alguns filósofos denunciam que a supervalorização da razão conduziu a humanidade para um caminho diferente daquele imaginado pelos iluministas. A racionalidade produziu armas de destruição em massa, máquinas de guerra e o Holocausto ao invés de progresso humano e ético.

Os regimes totalitários como o nazismo e o fascismo demarcam, na visão de alguns pensadores, a decadência do projeto racional da civilização ocidental.

Destaca-se inicialmente o nome de G. W. Friedrich Hegel. Ele é considerado como o primeiro representante deste período histórico-filosófico. Inaugurou um novo modo de se conceber a realidade através de sua lógica dialética, que concebia a realidade como um constante processo de movimento dinamizado pelo choque entre os contrários.

Posteriormente, Karl Marx criticou o caráter idealista da filosofia hegeliana, mas não a abandonou por completo, pois utilizou a sua dialética como método para o estudo das relações econômicas na sociedade capitalista, definindo o conflito entre as classes sociais como o motor da história.

Arthur Schopenhauer desenvolveu uma teoria que concebia a Vontade como uma força que move o mundo e os seres humanos, nos impulsionando ao desejo e à ação.

No entanto, sempre tendemos ao sofrimento: seja por não conseguirmos alcançar tudo o que desejamos ou por sentirmos tédio quando finalmente recebemos aquilo que procurávamos.

Auguste Comte é considerado o pai do Positivismo, corrente de pensamento que entendia o pensamento científico como a forma de conhecimento mais elevada já produzida pela humanidade e que é capaz de conduzir a sociedade ao progresso.

Foi Friedrich Nietzsche enquanto crítico da moral, Nietzsche afirmava que somos compostos por dois princípios opostos: o apolíneo e o dionisíaco, respectivamente: razão e desejo. Em sua visão, o cristianismo foi responsável por criar na humanidade um desequilíbrio entre esses dois princípios, levando os indivíduos ao adoecimento.

O pensador propõe a construção de uma nova moral baseada nas potências dos indivíduos como alternativa de superação da moralidade doente do ocidente. Influenciado por Nietzsche, o filósofo Sigmund Freud elaborou uma teoria da mente humana que a dividia em três níveis: id, ego e superego.

Cada um desses representa uma instância de nossa atividade mental: o id seria o inconsciente, o ego seria nossa consciência e o superego representa a moralidade externa que rege as nossas ações.

O pensador Edmund Husserl desenvolveu uma nova corrente de pesquisa da mente humana conhecida como fenomenologia. Esse campo de estudos considera a consciência como uma atividade constante que se dirige aos seus objetos.

Ou seja, nossa mente não é uma coisa, mas sim um processo dinâmico que tem como conteúdo os objetos ao nosso redor. Seu pensamento influenciou o francês Jean-Paul Sartre, considerado o principal representante do existencialismo.

Em sua concepção, a existência precede a essência, ou seja, primeiro existimos no mundo e vivemos nossas experiências para então definirmos aquilo que realmente somos. Max Horkheimer foi membro da chamada Escola de Frankfurt e elaborou o conceito de Indústria cultural.

Essa noção compreende que a tecnologia propiciou ao capitalismo o desenvolvimento de áreas de produção em massa de bens culturais que são fabricados para serem comercializados e gerarem lucro. Dessa forma, a arte acaba se tornando também uma mercadoria.

O Brasil também possui seus representantes no campo da filosofia contemporânea. A pensadora Marilena Chauí se destaca através de seus estudos sobre política, direitos humanos e participação das mulheres dentro da filosofia e das demais ciências.

O filósofo Mario Sergio Cortella por suas contribuições intelectuais para o campo da educação no Brasil.

Além disso, busca construir relações entre a filosofia e outras áreas do conhecimento como a administração e a psicologia. Leandro Konder foi um dos principais responsáveis pelos estudos da filosofia marxista no Brasil. Contribuiu com suas ideias para o avanço das pesquisas críticas sobre a sociedade brasileira.

A filósofa Djamila Ribeiro é uma das principais representantes do feminismo negro em nosso país. Busca defender por meio de suas ideias uma maior integração das mulheres na dimensão política. Também construiu trajetória de luta contra o racismo estrutural.

É importante estar sempre atualizado em relação aos acontecimentos e principais dilemas que perpassam a nossa sociedade contemporânea para se desenvolver um bom repertório que possibilite a resolução correta das questões. Filósofos contemporâneos mais abordados são: G. W. Friedrich Hegel; Karl Marx; Friedrich Nietzsche; Max Horkheimer e Jean-Paul Sartre.

A Filosofia Contemporânea também se preocupa com questões éticas e políticas, como a justiça social e os direitos humanos. Grandes filósofos contemporâneos incluem Ludwig Wittgenstein, Jean-Paul Sartre e Judith Butler. A Filosofia Contemporânea tem influenciado outras áreas do conhecimento, como a psicologia, a sociologia e a política.

Uma das principais críticas à Filosofia Contemporânea é a sua complexidade e dificuldade de compreensão para o público em geral. No entanto, é uma área fascinante que nos permite refletir sobre questões fundamentais da existência humana e buscar respostas para os desafios do mundo atual.

Na Filosofia Contemporânea, encontramos diversas correntes de pensamento que buscam compreender e interpretar o mundo de formas distintas. Desde o existencialismo, que enfatiza a liberdade e a responsabilidade individual, até o pós-estruturalismo, que questiona as estruturas de poder e as verdades absolutas, cada corrente traz consigo uma perspectiva única sobre a realidade.

Grandes pensadores surgiram na Filosofia Contemporânea, trazendo novas ideias e questionamentos profundos. Filósofos como Friedrich Nietzsche, Jean-Paul Sartre, Michel Foucault e Judith Butler, entre outros, deixaram um legado significativo para a área, influenciando não apenas o pensamento filosófico, mas também a cultura e a sociedade como um todo

A Filosofia Contemporânea não se limita apenas ao seu próprio campo, mas dialoga com diversas outras disciplinas do conhecimento.

A influência da psicologia, da sociologia, da antropologia e até mesmo das ciências naturais pode ser percebida nas reflexões filosóficas contemporâneas. Essa interdisciplinaridade enriquece o debate filosófico e contribui para uma compreensão mais ampla dos problemas enfrentados pela humanidade.

A Filosofia Contemporânea enfrenta desafios constantes, assim como qualquer outra área do conhecimento. A evolução tecnológica, as mudanças sociais e os novos paradigmas científicos são apenas alguns dos elementos que influenciam o desenvolvimento dessa disciplina.

No entanto, é justamente nesse contexto de transformação que surgem novas oportunidades para explorar e repensar os conceitos filosóficos, abrindo caminhos para um futuro promissor.

A Filosofia Contemporânea também aborda questões relacionadas à linguagem, como a influência das palavras na construção do conhecimento e na formação da nossa percepção da realidade.

Outro tema importante na Filosofia Contemporânea é a ética, buscando compreender os fundamentos morais e as bases para a tomada de decisões éticas em um mundo cada vez mais complexo.

A Filosofia Contemporânea também se preocupa com questões políticas e sociais, buscando analisar as estruturas de poder e as relações de dominação presentes na sociedade.

Alguns dos filósofos mais influentes da Filosofia Contemporânea são Michel Foucault, Jacques Derrida, Jean-Paul Sartre e Hannah Arendt. A Filosofia Contemporânea tem uma relação próxima com outras áreas do conhecimento, como a psicologia, a sociologia e a antropologia.

Uma das principais características da Filosofia Contemporânea é a valorização do pensamento crítico e da reflexão sobre os problemas do mundo atual.

A Filosofia Contemporânea busca romper com as tradições filosóficas do passado, propondo novas formas de pensar e abordar os problemas filosóficos. A Filosofia Contemporânea é uma área em constante evolução, sendo influenciada por acontecimentos históricos, avanços científicos e transformações sociais.

Pequeno Glossário de Termos de Filosofia Contemporânea:

Filosofia Contemporânea

Refere-se ao período da filosofia que se desenvolveu a partir do século XX até os dias atuais, abordando questões e problemas específicos da sociedade e da cultura contemporânea. Complexidade: Conceito que se refere à natureza intrincada e interconectada das coisas, onde múltiplos fatores e variáveis estão envolvidos.

Na filosofia contemporânea, a complexidade é frequentemente explorada para entender as relações entre os sistemas sociais, políticos, científicos, tecnológicos e culturais.

Epistemologia: Ramo da filosofia que estuda a natureza do conhecimento humano, investigando como adquirimos, justificamos e validamos nossas crenças e teorias. Na filosofia contemporânea, a epistemologia é discutida em relação aos avanços científicos e tecnológicos, bem como às mudanças nas formas de conhecimento.

Metafísica: Área da filosofia que explora questões fundamentais sobre a natureza da realidade, incluindo a existência de Deus, a natureza da mente e do corpo, o livre-arbítrio e a causalidade. Na filosofia contemporânea, a metafísica é frequentemente revisitada e reinterpretada à luz dos avanços científicos e das novas perspectivas filosóficas.

Ética: Estudo dos princípios morais que governam o comportamento humano e as escolhas éticas. Na filosofia contemporânea, a ética é discutida em relação aos desafios éticos enfrentados na sociedade moderna, como a ética da inteligência artificial, a ética ambiental e a ética da bioengenharia.

Hermenêutica: Disciplina filosófica que se concentra na interpretação de textos e na compreensão do significado. Na filosofia contemporânea, a hermenêutica é aplicada não apenas à interpretação textual, mas também à interpretação de fenômenos culturais, históricos e sociais.

Pós-estruturalismo: Corrente filosófica que questiona as estruturas de poder e as categorias fixas de pensamento presentes na sociedade.

Na filosofia contemporânea, o pós-estruturalismo busca desconstruir as noções tradicionais de identidade, linguagem e poder.

Fenomenologia: Abordagem filosófica que se concentra na experiência subjetiva e na consciência humana. Na filosofia contemporânea, a fenomenologia é aplicada para entender a percepção, a linguagem, o corpo e a intersubjetividade.

Pragmatismo: Filosofia que enfatiza a importância das consequências práticas das ideias e teorias. Na filosofia contemporânea, o pragmatismo é frequentemente utilizado para analisar questões políticas, éticas e sociais.

Existencialismo: Corrente filosófica que enfatiza a liberdade individual, a responsabilidade pessoal e a busca por sentido e autenticidade na vida. Na filosofia contemporânea, o existencialismo continua a influenciar debates sobre a condição humana, a identidade e a moralidade.

As correntes filosóficas contemporâneas são muitas tais como flores coloridas em um jardim encantado. Temos o Existencialismo, o Pós-estruturalismo, o Feminismo Filosófico e tantas outras que nos convidam a pensar de maneiras diferentes.

A Filosofia Contemporânea é como uma voz que clama por justiça e igualdade. Ela nos ajuda a refletir sobre as desigualdades sociais, os preconceitos e as injustiças, buscando caminhos para uma sociedade mais justa e inclusiva.

As s críticas à Filosofia Contemporânea são como tempestades passageiras. Alguns dizem que ela é complexa demais, que se perde em teorias abstratas. Mas, no fundo, essas críticas revelam apenas a incompreensão daqueles que não se permitem mergulhar nas profundezas do pensamento filosófico.

A Escola de Frankfurt, também conhecida como Teoria Crítica, foi um grupo de pensadores que se reuniram no Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Frankfurt, na Alemanha.

Os principais pensadores da primeira geração foram Max Horkheimer, Theodor W. Adorno, Herbert Marcuse, Erich Fromm e Leo Löwenthal. A segunda geração incluiu Jürgen Habermas, Albrecht Wellmer e Otto Apel. Walter Benjamin, embora não tenha defendido a sua tese na universidade, é considerado um membro por afinidade teórica.

Principais Pensadores: Max Horkheimer: Juntamente com Adorno, desenvolveu a crítica à razão instrumental e à cultura de massa.

Theodor W. Adorno: Aprofundou a crítica à cultura de massa e à razão instrumental, questionando a capacidade do pensamento lógico em lidar com a complexidade da vida.

Herbert Marcuse: Analisou a sociedade de consumo, a cultura de massa e a dominação ideológica, defendendo a emancipação da sociedade.

Erich Fromm: Estudou a natureza humana, a psicologia social e a alienação, com foco nas relações de poder e na busca pela liberdade.

Leo Löwenthal: Trabalhou com a análise do jornalismo e dos meios de comunicação de massa, examinando o papel da mídia na formação da opinião pública.

Jürgen Habermas: Reconstruiu a teoria crítica, buscando a possibilidade de uma comunicação e de uma razão comunicativa que pudesse restaurar a liberdade.

Walter Benjamin: Analisou a cultura de massa e a arte, destacando a importância da experiência e da memória na construção do sentido da vida.

A Escola de Frankfurt foi um movimento intelectual influente que abordou questões como a alienação, a dominação, a cultura de massa e a busca pela emancipação social.

As principais escolas filosóficas contemporâneas são o existencialismo, a fenomenologia, o pragmatismo, a filosofia analítica e a hermenêutica, entre outras. Cada uma dessas escolas explora diferentes aspectos do pensamento e da existência humana, buscando compreender o mundo e a nossa experiência nele.

Existencialismo: Foco na liberdade, responsabilidade e individualidade humana. Autores como Sartre e Heidegger exploram a existência antes da essência.

Jean-Paul Sartre, por exemplo, destaca que a liberdade humana leva a angústia e a responsabilidade total por nossas escolhas.

Fenomenologia: Busca descrever a experiência consciente de forma detalhada, buscando a essência das coisas.

Pensadores como Husserl e Heidegger contribuíram para o desenvolvimento da fenomenologia.

A fenomenologia se concentra na análise da consciência e dos fenômenos que nela se manifestam.

Pragmatismo: Enfatiza a aplicação prática das ideias e a importância da experiência na validação do conhecimento. Autores como Peirce, James e Dewey são considerados fundadores do pragmatismo.

O pragmatismo busca conectar a teoria com a prática e analisar o valor das ideias pela sua utilidade e consequências.

Filosofia Analítica: Utiliza métodos racionais e análise lógica para examinar problemas filosóficos. Busca clareza e precisão na linguagem e na argumentação. Autores como Frege, Russell e Wittgenstein são figuras importantes na filosofia analítica.

Hermenêutica: Estuda a interpretação e compreensão de textos e símbolos. Busca entender o significado dos textos e a relação entre o intérprete e o texto. Autor como Gadamer são considerados expoentes da hermenêutica.

Além destas, existem outras correntes filosóficas contemporâneas, como o estruturalismo, o pós-estruturalismo, a teoria crítica e a filosofia da linguagem, cada uma com suas abordagens e contribuições.

A filosofia contemporânea é caracterizada por sua diversidade e pela exploração de novas áreas de investigação, refletindo a complexidade do mundo e da experiência humana.

Principais Filósofos e Correntes:

Karl Marx: Desenvolveu a teoria do materialismo histórico e dialético, que critica a sociedade capitalista.

Friedrich Nietzsche: Criou o niilismo e a filosofia da vontade de potência, que questionam os valores tradicionais.

Jean-Paul Sartre: Um dos principais pensadores do existencialismo, que enfatiza a liberdade e a responsabilidade individual.

Michel Foucault: Um dos principais pensadores do pós-estruturalismo, que analisa o poder e a linguagem.

Edmund Husserl: Fundador da fenomenologia, que estuda a estrutura da experiência consciente.

Hermann Broch: Autor de "Os Sonâmbulos" e pensador da cultura alemã.

Teoria Crítica da Escola de Frankfurt: Crítica à razão instrumental e à sociedade industrial.

Filosofia Analítica: Enfatiza a análise lógica da linguagem e do conhecimento.

A Escola de Frankfurt

O Instituto Para Pesquisa Social da Universidade de Frankfurt, na Alemanha, foi espaço de intensa produção acadêmica no século XX, tendo entre seus membros nomes como Walter Benjamin, Herbert Marcuse, Jürgen Habermas e Erich Fromm.

Grandes figuras da Escola de Frankfurt, Theodor W. Adorno (1903 – 1969) e Max Horkheimer (1895 – 1973) são personagens essenciais da Filosofia Contemporânea, ao trazer o diálogo filosófico para a esfera da comunicação e da mídia, tentando entender o poder dos meios de comunicação na capacidade de pensamento e reflexão dos indivíduos.

Ao escreverem na década de 1940 o livro Dialética do Esclarecimento os autores vão buscar entender como a mídia influencia na alienação e no consumo dos indivíduos.

Comunicação, consumo e alienação

A sociedade de consumo está dentro da lógica capitalista e é mantida através de uma indústria cultural homogeneizante que impõe padrões, inclusive de valores morais e éticos, por sua vez, agindo diretamente no inconsciente coletivo. Ela atua na padronização e no ato de consumo, movidos pela sensibilidade, imaginação, inteligência e liberdade.

Quando adquirimos uma roupa, diversos fatores são considerados: precisamos proteger nosso corpo ou revelá-lo; usamos a imaginação na combinação das peças; mesmo quando seguimos a tendência da moda, desenvolvemos o estilo próprio de vestir ao comprarmos uma ou mais peças de determinada cor ou modelo.

A civilização tecnicista não é uma civilização do trabalho, mas do consumo e do bem-estar. O trabalho deixa, para um número crescente de indivíduos, de incluir fins que lhe são próprios e tornar-se um meio de consumir, de satisfazer as necessidades cada vez mais amplas.

Mas há um contraponto importante no processo de estimulação artificial do consumo supérfluo notado não só na propaganda, mas na televisão, nas novelas: a existência de grande parcela da população com baixo poder aquisitivo, reduzida apenas ao desejo de consumir. O que faz com que essa massa desprotegida não se revolte?

Há mecanismos na própria sociedade que impedem a tomada de consciência: as pessoas têm a ilusão de que vivem numa sociedade de mobilidade social e que, pelo empenho no trabalho, pelo estudo, há possibilidades de mudança, ou seja, um dia chegaremos lá… E se não chegamos, é porque não tivemos sorte ou competência.

A filosofia contemporânea possui algumas características que a diferem das outras correntes filosóficas. Muitas dessas ideias fazem parte, inclusive, dos pensamentos filosóficos da Escola de Frankfurt.

Dentre as características principais merecem destaque:

O pragmatismo, o cientificismo e as ideias positivistas;

Utilitarismo; Racionalismo; Liberdade, que serviu de base às ideias liberais; Existencialismo; Pluralismo, com a abordagem de diversos temas distintos; Subjetividade.

Buscar compreender e evoluir como sociedade é um ato filosófico e necessário para avançarmos cada vez mais como seres humanos sociais. Neste livro, você vai ler sobre temas mais importantes que permeiam a vida contemporânea. Você terá acesso a discussões filosóficas atuais sobre elementos indispensáveis para a compreensão das diferentes esferas que tornam possível a vida nas sociedades.

Deve-se aprender a pensar e avaliar questões existenciais, de trabalho, seus desejos, crenças e certezas de que, muitas vezes, é mascarada pela ilusão de que por naturezas coisas são simplesmente como se apresentam e que, portanto, não podemos agir diante da maior parte dos acontecimentos.

Com um processo reflexivo sobre o que esperam de nós e sobre o que nós mesmos pensamos acerca de nossa existência é possível despertarmos nosso protagonismo nas comunidades às quais pertencemos e, assim, tornar viáveis as mudanças necessárias para uma vivência mais autônoma e ativa.

 

 

 

 

 

A filosofia da mente é o estudo filosófico dos fenômenos psicológicos, incluindo investigações sobre a natureza da mente e dos estados mentais em geral.

O conectivismo é uma teoria de aprendizagem utilizada em ciência da computação que se baseia na premissa de que o conhecimento existe no mundo ao contrário do que rezam outras teorias da aprendizagem que afirmam que simplesmente existe na cabeça de um indivíduo.

O eliminativismo é uma teoria filosófica que designa a conceção de que os conceitos mentais não têm lugar numa teoria adequada, e que a nossa perspectiva de senso comum sobre a mente está fundamentalmente errada, por fazer uso desses conceitos.

O emergentismo é uma teoria filosófica que afirma que existem níveis de realidade com propriedades diferentes: o mental surge, emerge, e depende dos processos físico-biológicos, mas suas propriedades são qualitativamente diferentes. Os processos mentais são processos cerebrais.

O monismo anômalo é a posição que diz que só há um único tipo de coisa existente, a qual pode ser descrita e explicada pelas leis da física. Tudo, inclusive a mente, é físico. Todavia, os fenômenos e eventos mentais não podem ser reduzidos aos fenômenos e eventos físicos. Não há diferença de natureza entre o físico e o mental, mas há diferença na conceção de cada um.

O interacionismo é a interação entre o indivíduo e a cultura, onde, para Vygotsky, é fundamental que o indivíduo se insira em determinado meio cultural para que aconteçam mudanças no seu desenvolvimento.

O naturalismo biológico é uma teoria monista sobre a relação entre a mente e o corpo (ou seja, o cérebro). A realidade dos fenómenos mentais é indubitável pois são também reais como os demais fenómenos biológicos, já que o pensamento é causado por outros processos biológicos e é, por sua vez, causa de outros processos biológicos.

O externalismo nega que fatores internos são suficientes para justificação. Para eles, alguma coisa externa tem um papel independente em justificar crenças. Assim, eles reconhecem a importância tanto de fatores internos quanto de fatores externos para justificação das crenças do sujeito.

O fiabilismo também chamado de "confiabilismo" é um tipo de teoria externalista da justificação epistemológica. Defende que os processos formadores de crenças não nos fornecem necessariamente conhecimento, mas antes disso, justificação.

O millianismo defende que os nomes têm denotação mas não têm conotação, o que significa que nomes têm referência e seu significado esgota-se na referência.

O descritivismo é a conceção que o conteúdo semântico de um nome próprio é uma condição descritiva -- ou conjunto de condições descritivas. Uma outra maneira de formular essa conceção é dizer que o significado de um nome próprio é dado por uma descrição definida ou conjunto de descrições definidas.

O prescritivismo é a doutrina ou conjunto das doutrinas que formula ou prescreve conceitos e regras a partir da autonomia da consciência de um sujeito ou conjunto de sujeitos e que, em diversos casos, faz tábua rasa da tradição e se opõe ao costume social.

 

 

 

O pós-modernismo, que também pode ser chamado de pós-industrial ou financeiro, predomina mundialmente desde o fim do modernismo. A humanidade é induzida é levar sua liberdade ao extremo, colocada diante de uma opção infinita de probabilidades, desde que sua escolha recaia sempre no circuito perverso do consumismo.

O pós-estruturalismo instaura uma teoria da desconstrução na análise literária, liberando o texto para uma pluralidade de sentidos. A realidade é considerada como uma construção social e subjetiva.

O desconstrucionismo é um conceito criado a partir dos trabalhos publicados por Derrida nos anos 60 e que colocam em causa a possibilidade de construção de significados linguísticos coerentes.

Pela análise de uma série de textos filosóficos e literários, Derrida demonstra que, desmontando o não-dito do texto, as proposições não formuladas ou colocadas num nível inferior relativamente ao significado privilegiado pelo texto, o texto diz coisas diferentes das que diz, subvertendo as intenções significativas do autor.

O neoconfucionismo é uma filosofia ética e metafísica chinesa influenciada por Confúcio. Foi uma tentativa para criar uma forma mais racionalista e secular de confucionismo, rejeitando elementos místicos e supersticiosos do budismo e taoismo.

O epifenomenalismo é a visão segundo a qual alguns ou todos os estados mentais são meros epifenómenos (efeitos secundários ou subprodutos) do estado físico do mundo.

Então, o epifenomenalismo nega que a mente tenha qualquer influência no corpo ou em qualquer outra parte do mundo físico: enquanto os estados mentais são causados por estados físicos, os estados mentais não têm influência nos estados físicos.

 

Referências

CAES, Valdinei. Tópicos Especiais de filosofia contemporânea. São Paulo: Ed. Intersaberes, 2017.

CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2019.

DOS SANTOS, Ivanildo Luiz Monteiro Rodrigues. História da Filosofia contemporânea. São Paulo: Intersaberes, 2023.

DOS SANTOS, Mário Ferreira. Convite à Filosofia e à história da Filosofia. eBook Kindle. 2022.

MARCONDES, Danilo A Pragmática. Na filosofia contemporânea. Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 2005.

MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da filosofia: Dos pré-socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Zahar, 1997.

MIGUENS, Sofia Gabriela Assis de Morais. A Filosofia Contemporânea: figuras e movimentos. São Paulo: Leya, 2010.

ROVIGHI, Sofia Vanni. História da Filosofia Contemporânea. São Paulo: Editora Loyola, 1999.

 

 

GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 05/05/2026
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