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![]() Intensa crise e decepção.Deveria ser um dia comum. Começando pela manhã cintilante, transpassando pela tarde tórrida e, depois, o esfriamento sutil da noite. Tudo parecia absolutamente hodierno. Mas, eis que depois de cento e trinta e dois anos, novamente, uma pessoa indicada pelo Presidente da República, foi rejeitada pelo Senado brasileiro. No passado, nem se exigia notável saber jurídico, tanto que o indicado na época era médico e prefeito do Rio de Janeiro, Barata Ribeiro em 1894. Apesar de já ter exercido o cargo de ministro da Suprema Corte por longos dez meses, desde o fim de novembro de 1893. Em 2026, foi a vez da rejeição à Jorge Messias, Advogado-Geral da União que sofreu a sabatina com a duração de oito horas. Deve-se a derrota a insana combinação de fatores, a vingança política do Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a articulação da oposição e a insatisfação com denominado "ativismo judicial do STF. Ademais, Messias tinha forte identificação com Lula o que pesou contra ele, num cenário de intensa polarização política. Acreditam alguns parlamentares que doravante é possível a vitória de pedidos de impeachment de atuais ministros da Suprema Corte. A vaga permanece em aberto e a pressão também. Aguardamos haver nova indicação, se possível de uma mulher. Seria um dia qualquer, banal mas, só ressaltou a crise e a decepção. É preciso viver os outonos para entender a queda das folhas. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 06/05/2026
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