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Horror e barbárie
Horror e barbárie
Essa é a dupla referente aos fatos que ocorreram no Maranhão pois patroa espancou a doméstica grávida de seis meses. A Polícia Civil ainda investiga caso de tortura e agressão brutal contra uma jovem de dezenove anos, que está gravada de seis meses. Os crimes ocorreram em uma residência no município de Paço do Luminar, na Região Metropolitana de São Luís, onde a vítima trabalhava há pouco tempo. Aliás, a vítima aceitou o trabalho que era um contrato temporário para conseguir o dinheiro suficiente para adquirir enxoval do bebê que está prestes a nascer. Mas, o sonho virou pesadelo pois a patroa a espancou por ter havido o sumiço de um anel de ouro que depois fora encontrado no cesto de roupas sujas. Aliás, em gravações recolhidas pela Polícia a agressora narrou em tom de celebração contando que proferiu tapa, murro e ainda pisava em seus dedos. Jubilava-se aos amigos de torturar uma mulher grávida. A crueldade foi meticulosamente planejada. Na manhã do dia 17 de abril, Carolina convocou um comparsa, ainda não identificado, para ajudá-la na coerção. Em seus relatos gravados, ela descreve a chegada do cúmplice armado: “Eu acordei era 7h30. Aí eu (disse): ‘Samara, arruma logo essa cozinha’, que eu também não sou besta, ‘que eu vou receber um amigo meu aqui em casa’. Aí ele chegou e eu disse ‘entra, amigo’. Ele já veio com uma jumenta de uma arma, chega brilhava”. Sob o pretexto de uma conversa casual, a armadilha foi armada. A patroa confrontou a jovem de forma intimidadora: “Samara, faz favor, vem cá. Ontem sumiu meu anel, você sabe, né? Aqui não entrou ninguém de fora, só a gente, a única pessoa estranha é você. E meu anel não tem perna e nem asa pra andar voando. Então eu quero que você vá pegar meu anel de onde você botou, pra gente não ter problema”. A partir desse momento, o que se seguiu foi uma sessão de tortura psicológica e física. O desfecho da busca provou a inocência da jovem e a precipitação criminosa da patroa: o anel foi encontrado dentro do banheiro de Carolina, em um cesto de roupas sujas da própria agressora. Mas, para o horror da vítima, a localização da joia não encerrou o suplício. Insuflada por um ódio inexplicável, Carolina continuou o espancamento mesmo após o mal-entendido ser resolvido. “Tapa e tapa, menina, dei. Gente, eu dei tanto que minha mão tá inchada. Até hoje meu dedo chega tá roxo”, confessou a mulher nos áudios, chegando ao absurdo de dizer que a jovem “era para ter ficado com mais hematomas” e que “não era pra ter saído viva”. Samara relatou à polícia que, além dos socos e chutes, recebeu uma coronhada na testa, marca que ficou nítida nas fotos tiradas para o exame de corpo de delito na Casa da Mulher Brasileira. Este não é o primeiro mergulho de Carolina Sthela em águas criminosas. A Polícia Civil revelou que a suspeita acumula mais de dez processos judiciais, muitos deles envolvendo agressões e acusações caluniosas contra funcionárias. Em 2024, ela já havia sido condenada por um caso idêntico envolvendo uma babá, a quem acusou de furtar uma pulseira de ouro. Naquela ocasião, Carolina olhou as câmeras de segurança, viu que não havia crime, mas seguiu com as ameaças. Ela foi condenada a pagar R$ 4 mil por danos morais e a seis meses de prisão em regime aberto, pena que foi brandamente substituída por serviços comunitários, uma punição que, evidentemente, não surtiu efeito pedagógico. Atualmente, a Comissão de Direitos Humanos da OAB-MA acompanha o caso de Samara e prepara um dossiê sobre o histórico de Carolina. Em nota enviada à imprensa, a suspeita afirmou que as graves denúncias são apenas uma “distorção do que realmente aconteceu”. Entretanto, diante da materialidade plena das lesões na gestante de 19 anos e da confissão detalhada e jocosa nos próprios áudios da investigada, a versão de defesa esbarra na absoluta brutalidade dos fatos narrados pela própria boca da agressora. É o reino insano da barbárie onde se viola simultaneamente o Direito Penal, Direito do Trabalho e os Direitos Humanos. No momento, a dita patroa se encontra presa. Mas, tratou de tingir os cabelos para disfarçar sua imensa brutalidade.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 10/05/2026
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