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![]() Perdão semânticoVocê vem com seu silêncio semântico. E, eu com meu fonema poético. Reticências rolam no chão da sala. Na cozinha sabores escondidos. No jardim, uma primavera contida. E, o colibri batendo asas freneticamente.
Quando chegava o outono. As folhas em salto ornamental abandonavam as árvores. Os frutos se ensanhavam e amadureciam... Tudo conspirava na espera do inverno.
Veio o frio. O sol amarelo e morno. As pétalas ornadas de orvalho. E, as lágrimas ressecadas na memória.
Exigi muito de você. Exigir demais. Hoje me penitencio. Juro... não notei, fiz no automático. Pensei numa vida melhor. Em novos umbrais. E, num raio infinito de consciência capaz de libertar você das dores da infância. Perdoe-me. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 16/05/2026
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